Resumo da semana: Chuva abundante e ventos fortes vão marcar toda a semana
Esta semana vai ficar novamente marcada pela passagem de várias depressões no Atlântico Norte com sucessivos sistemas frontais a atravessarem todo o território. É esperada a ocorrência de períodos de chuva por vezes bastante intensa e persistente, acompanhados por ventos fortes a muito fortes e queda de neve significativa nas regiões montanhosas. As regiões do Norte e Centro deverão ser, mais uma vez, as mais afetadas pela precipitação com acumulados muito elevados até ao final da semana. O maior destaque desta semana será o risco elevado de cheias e inundações de norte a sul do país.
O padrão atmosférico nesta semana vai continuar muito instável, à semelhança da semana anterior. Vai continuar a predominar uma forte corrente perturbada de oeste originada pela conjugação da posição do anticiclone dos Açores, a sul do arquipélago, e pela formação de várias depressões complexas e intensas no Atlântico Norte. Um bloqueio de altas pressões no Ártico força a corrente de jacto a descer em latitude até à península ibérica, fazendo com que os diversos sistemas frontais associados às depressões atlânticas se desloquem em direção ao território. Esta corrente de oeste continua a transportar massas de ar muito húmidas, com elevado conteúdo em vapor de água, alternando com massas de ar mais frio, gerando condições de forte instabilidade atmosférica. Deste modo, prevê-se a ocorrência de regimes de precipitação por vezes intensa e persistente, mais significativa nas regiões do norte e centro e em particular nas zonas montanhosas. O vento irá soprar predominantemente do quadrante oeste/sudoeste por vezes forte, com rajadas muito fortes, em especial no litoral e nas regiões montanhosas sobretudo à passagem das frentes mais intensas. Está prevista uma descida das temperaturas no início da semana, voltando a subir a meio da semana e com tendência a estabilizar até ao fim de semana. Também é de esperar queda de neve entre 2ª feira e 4ª feira nas terras altas a cotas acima dos 800 a 1000 metros de altitude, subindo depois para os pontos mais altos da Serra da Estrela até ao final da semana.

Para a madrugada desta segunda-feira está previsto um novo agravamento das condições meteorológicas de norte a sul, com a passagem de 2 frentes frias de forte atividade, originando chuva intensa e persistente, podendo ser acompanhada de trovoada, e vento forte com rajadas muito intensas à sua passagem. O pico da precipitação deverá acontecer entre as 0h e as 6h, assim como o da intensidade do vento que poderá ter rajadas até 100 a 110 km/h no litoral e nas serras. A partir do início da manhã, o regime de pós-frontal vem com aguaceiros frequentes e por vezes intensos acompanhados de trovoada e granizo. A queda de neve deverá ser significativa nas terras altas do Norte e Centro, inicialmente apenas nos pontos mais altos da Serra da Estrela, baixando a cota para os 800 a 1000 metros de altitude ao longo do dia com a entrada de uma massa de ar mais frio. A partir do meio da tarde o vento deverá enfraquecer em todo o território.

Na terça-feira os aguaceiros vão continuar a ocorrer até meio da tarde, passando a períodos de chuva nas regiões do centro e sul que pode ser forte devido à passagem de um sistema frontal. O vento deverá soprar moderado a forte no litoral e nas terras altas, por vezes com rajadas até 70 km/h, no centro e sul. A temperatura mínima vai descer e pode haver formação de nevoeiro temporariamente a partir do final da tarde, em especial no centro e sul.
Entre quarta-feira e quinta-feira espera-se um novo período bastante chuvoso, a começar pelo centro e sul na quarta-feira onde os períodos de chuva deverão ser localmente intensos e persistentes, estendendo-se a todo o território na madrugada de quinta-feira. A temperatura deverá subir, em especial a mínima, no centro e sul. Ao longo do dia de quinta-feira, esperam-se mais abertas e condições para a ocorrência de aguaceiros por vezes fortes, de granizo e acompanhados de trovoadas em qualquer local. Para o final do dia poderá haver queda de neve acima dos 1400/1600 metros de altitude. O vento continuará moderado a forte, no litoral e nas terras altas, com rajadas que podem atingir 90 km/h.

A passagem de várias linhas de instabilidade vai marcar o dia de sexta-feira, onde se espera que continuem a ocorrer aguaceiros frequentes e intensos, com possibilidade de granizo, trovoada e queda de neve nas zonas montanhosas. A temperatura vai descer em todo o território. O vento soprará moderado a forte de oeste.
No fim de semana, entre a tarde de sábado e o final do dia de domingo, espera-se a passagem de mais dois sistemas frontais com alguma atividade, que deverão originar períodos de chuva ou aguaceiros mais persistentes e intensos no norte e centro com possibilidade de trovoada pontual e granizo. O vento mantém-se forte, sobretudo no litoral e nas serras. Dada a distância temporal, é necessário ir acompanhando diariamente as previsões aqui no André do Tempo para perceber quais serão os locais mais afetados por este regime de mau tempo.
O risco de cheias é muito elevado ao longo desta semana. A continuação da chuva intensa e persistente, as descargas controladas das barragens para aumentar a sua capacidade de encaixe e a saturação dos solos, criam as condições ideais para a subida significativa dos caudais dos rios e seus afluentes de norte a sul do país. As atuais projeções apontam para acumulados totais de precipitação até ao final da semana que podem atingir os 300 a 400 mm no Minho e Douro Litoral, cerca de 200 a 300 mm na região Centro, 150 a 200 mm na região de Lisboa, Oeste, Vale do Tejo e Alentejo,100 a 150 mm no Algarve e 90 a 120 mm no nordeste transmontano.

Perante este cenário, apelamos à adoção de medidas preventivas nas zonas de maior risco tais como: evitar a circulação e estacionamento em zonas ribeirinhas, áreas baixas e locais historicamente inundáveis; manter desobstruídos os sistemas de drenagem, sarjetas e valas; retirar bens, equipamentos e animais de locais mais baixos; não atravessar estradas ou caminhos inundados; acompanhar as informações dadas pelas entidades oficiais e estar preparado para agir rapidamente em situações mais graves.
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Artigo escrito por André Silva, no dia 02/02/2026, às 00h30.


