Tempo quente e seco regressa este fim de semana – verão entra na última fase

Massa de ar quente volta a ganhar expressão este fim de semana
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André do Tempo · Especial outono 2026

O outono chega a 23 de setembro

O outono astronómico começa em Portugal a 23 de setembro de 2026, às 01h05 no Continente e na Madeira e às 00h05 nos Açores. Com ele chegam dias mais curtos, noites mais longas e uma mudança gradual nas cores da paisagem. Mas a entrada na nova estação não significa que o calor termine de um dia para o outro.

Equinócio de outono · 23 de setembro

01h05 · Continente e Madeira

O início é marcado pelo equinócio, o instante em que o Sol, no seu movimento aparente, cruza o equador celeste de Norte para Sul. Nesta altura, o dia e a noite têm uma duração próxima de 12 horas, embora não exatamente igual. Enquanto no Hemisfério Norte começa o outono, no Hemisfério Sul começa a primavera. As estações resultam sobretudo da inclinação do eixo da Terra e do seu movimento em torno do Sol.

Dias mais curtos, noites mais frescas

Ao longo do outono, as horas de luz continuam a diminuir até ao solstício de inverno. O Sol fica mais baixo no céu ao meio-dia solar, as sombras alongam-se e há menos tempo de aquecimento durante o dia. As noites mais longas permitem que o solo perca calor durante mais horas, favorecendo madrugadas frescas ou frias, sobretudo com céu limpo e vento fraco. Por isso, mesmo quando uma massa de ar quente se mantém sobre Portugal, uma tarde quente pode ser seguida por uma madrugada bastante mais fresca, especialmente no interior e em áreas de vale.

A chuva tende a regressar

Em Portugal Continental, o outono representa habitualmente a transição entre o verão mais seco e a época mais chuvosa. A passagem de frentes e depressões atlânticas pode tornar-se mais frequente, trazendo chuva, vento e, por vezes, trovoada. Ainda assim, a precipitação não se distribui de forma uniforme pelo território nem acontece todos os dias. Podem ocorrer períodos prolongados de tempo seco, intercalados com episódios de chuva intensa. O Norte e o Centro, sobretudo as áreas expostas aos fluxos húmidos do Atlântico, apresentam geralmente condições diferentes das do interior e do Sul.

A paisagem muda de cor

Em muitas árvores de folha caduca, a diminuição da clorofila deixa sobressair os tons amarelos e alaranjados, antes da queda das folhas. Esta transformação depende da espécie, da temperatura e da disponibilidade de água, pelo que não acontece ao mesmo tempo em todo o país. As manhãs também podem trazer orvalho e nevoeiro: quando o ar próximo do solo arrefece suficientemente, o vapor de água pode condensar. Nos vales e nas áreas mais abrigadas, a acumulação de ar frio favorece algumas destas situações, especialmente durante noites estáveis.

Uma estação de contrastes

Setembro pode conservar características de verão, com tardes quentes e dias soalheiros. À medida que outubro e novembro avançam, a temperatura tende a descer e os episódios de chuva tornam-se habitualmente mais frequentes. Esta evolução não é linear: o tempo pode alternar entre fases amenas e secas e períodos mais frios e chuvosos. Nos Açores e na Madeira, a influência do oceano, a altitude e a exposição ao vento criam condições próprias. O outono astronómico prolonga-se até ao solstício de inverno, em dezembro; o meteorológico corresponde aos meses de setembro, outubro e novembro.

A estação muda, mas o tempo não segue uma data fixa. Estas são características habituais do outono, não uma previsão para 2026. Para saber o que esperar em cada dia e região, acompanhe as previsões meteorológicas atualizadas.

Artigo escrito por André Frade, no dia 18/09/2026 às 12h50.